ANEEL APROVA NOVAS REGRAS PARA MICROGERAÇÃO

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, ontem (24), aprimoramentos na Resolução Normativa nº 482/2012 que criou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, permitindo que o consumidor instale pequenos geradores (tais como painéis solares fotovoltaicos e microturbinas eólicas, entre outros) em sua unidade consumidora e troque energia com a distribuidora local com objetivo de reduzir o valor da sua fatura de energia elétrica.

Segundo as novas regras, que começam a valer a partir de 1º de março de 2016, será permitido o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e minigeração distribuída aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses, sendo que eles podem também ser usados para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos foi denominado “autoconsumo remoto”.

Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para se conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, a ANEEL estabeleceu regras que simplificam o processo: foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor. O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. Adicionalmente, a partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.

A Agência acompanhará de perto a implantação das novas regras do Sistema de Compensação e prevê que até 2024 cerca de 1,2 milhão de unidades consumidoras passem a produzir sua própria energia, totalizando 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

Desde a publicação da Resolução em 2012 até outubro deste ano, já foram instaladas 1.285 centrais geradoras, sendo 1.233 (96%) com a fonte solar fotovoltaica, 31 eólicas, 13 híbridas (solar/eólica), 6 movidas a biogás, 1 a biomassa e 1 hidráulica.
Fonte: Aneel

SICREDI LANÇA O FINANCIAMENTO PARA ENERGIA SOLAR

Associados pessoa física e jurídica contam com uma linha de crédito específica para adquirir equipamentos para geração de energia elétrica por meio da energia solar

O Sicredi possui uma nova solução para atender os associados: o Financiamento para Energia Solar. Trata-se de uma linha de crédito específica para a compra de equipamentos para geração de energia elétrica por meio da energia solar. Até 2024, a geração de energia elétrica a partir dos raios do sol passará dos atuais 0,02% para 4% da potência elétrica do País, alcançando 7.000 MW, sem contar com a geração distribuída. O dado consta no Plano Decenal de Energia Elétrica 2024 (PDE 2024) do Ministério de Minas e Energia.

“O Sicredi, por sua natureza cooperativa, tem a sustentabilidade na sua essência e busca desenvolver produtos com foco na ecoeficiência”, explica Edson Schneider, superintendente de Desenvolvimento de Crédito do Banco Cooperativo Sicredi. “As fontes alternativas de energia atendem as necessidades das pessoas, preservando os recursos naturais. A tendência é pensarmos cada vez mais em soluções que sigam esse conceito”, completa Schneider.

Com esse novo produto, o Sicredi passa a ter um portfólio mais completo para atender as necessidades dos associados e contribui para o meio ambiente. O Sicredi Financiamento para Energia Solar se soma a outra iniciativa do Sicredi. Em julho deste ano, a instituição financeira cooperativa lançou o Sicredi Consórcio Sustentável para aquisição de painéis solares, geradores eólicos e equipamentos de tratamento de água e esgoto.

Para contratar a solução de crédito, o associado deve apresentar o orçamento do empreendimento na sua unidade de atendimento. A unidade de atendimento vai avaliar, dentro da proposta de crédito responsável do Sicredi, a viabilidade do financiamento. E o crédito será concedido diretamente na conta-corrente da empresa que irá executar o projeto.

COSTA RICA USOU 98,2% DE ENERGIAS RENOVÁVEIS PARA GERAR ELETRICIDADE

A Costa Rica, que possui uma das matrizes energéticas mais verdes do mundo, conseguiu operar neste ano quase sem ocorrer a combustíveis fósseis para sua geração de energia – revelou nesta quarta-feira a agência nacional de energia elétrica.

Até 16 de novembro, o pequeno país centro-americano se abasteceu de energia com 98,2% de fontes renováveis, principalmente hídrica, geotérmica e em menor medida biomassa, solar e eólica, revelou o Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE).

Um comunicado da instituição observou que apenas 1,2% da energia utilizada até meados de novembro veio da queima de bunker ou diesel.

Funcionários do ICE ressaltaram que conseguiram evitar o uso de combustíveis fósseis para gerar eletricidade apenas da baixa precipitação deste ano que supririam as usinas hidrelétricas, fonte de 75% desta energia.

“Os resultados refletem a vontade do país para ser coerente com uma política energética sustentável e independente. O programa do ICE tem permitido enfrentar um ano excepcionalmente seco”, disse Luis Pacheco, gerente de eletricidade da instituição.

Ele antecipou que a redução irá permanecer na utilização de combustíveis para gerar eletricidade em 2016.

Em 2014, a Costa Rica gerou 89,7% de sua energia de fontes renováveis e só 10,3% restantes vieram de fontes de combustíveis fósseis.

Fonte: Diário Catarinense – 19/11/2015

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